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Faturação certificada pela AT e software à medida: como se juntam
Muita gente chega até nós a perguntar se fazemos programas de faturação. Não fazemos, e ainda bem. Explicamos aqui porquê e o que fazemos em vez disso.
14 de Setembro de 2026 · 2 min de leitura
O que a AT exige e porque é que isso muda tudo
Em Portugal, qualquer empresa que emita faturas por computador tem de o fazer com um programa certificado pela Autoridade Tributária. O certificado obriga a uma numeração sequencial inviolável, a uma assinatura digital em cada documento, ao ficheiro SAFT-PT e, desde 2023, ao código QR e ao ATCUD em cada fatura.
Cumprir isto não é difícil, mas é trabalho que já está feito por dezenas de programas portugueses, auditados e mantidos ao dia por cada mudança de lei. Refazer essa parte à medida custa dinheiro e traz risco fiscal para ganhar nada. Por isso não a fazemos, e desconfiamos de quem se oferece para a fazer.
Onde é que o programa certificado deixa de chegar
O programa de faturação faz faturas. Não sabe quantas peças estão na oficina à espera de aprovação, não calcula o preço especial que combinou com um cliente grande, não avisa que a encomenda de terça ainda não saiu. Isso é a operação da empresa, e é aí que as folhas de Excel e os cadernos aparecem ao lado do computador.
A divisão saudável é esta: o programa certificado trata do documento fiscal, e o sistema à medida trata de tudo o que acontece antes e depois dele. Orçamento, encomenda, produção, entrega, cobrança, relatório.
Como se faz a ligação na prática
Os programas certificados mais usados em Portugal têm formas de receber e de dar informação a outros sistemas. Uns têm uma ligação directa por API, outros aceitam ficheiros de importação, e quase todos exportam o SAFT que já enviam à AT todos os meses.
Na prática, o sistema à medida prepara o documento com os artigos, as quantidades e o cliente certo, e manda-o para o programa certificado, que emite a fatura com o número e a assinatura dele. Depois, o sistema lê de volta o que foi faturado e o que está por cobrar, para os seus relatórios baterem certo. A sua equipa deixa de escrever a mesma encomenda em dois programas.
O que precisa de saber antes de pedir orçamento
Três coisas nos poupam dias: o nome do programa de faturação que usa, se tem contrato de suporte com quem o vende, e se já alguma vez exportou dados dele. Com isto sabemos logo se a ligação é directa ou por ficheiro, e o preço fica fechado sem surpresas.
Se ainda não tem programa certificado, dizemos-lhe quais os que se ligam melhor e deixamos a escolha consigo. O sistema à medida fica seu e o programa de faturação continua a ser de quem o vende.
Quem faz o quê
| Programa certificado | Sistema à medida | |
|---|---|---|
| Emitir faturas, recibos e notas de crédito | Sim | Não, pede ao certificado |
| SAFT, ATCUD e código QR | Sim | Não precisa |
| Orçamentos e encomendas com as suas regras | Limitado | Sim |
| Preços por cliente, margens, stock real | Limitado | Sim |
| Portal onde o cliente vê o estado do pedido | Não | Sim |
| Relatórios do dia com números da operação | Só de vendas | Sim, de tudo |
Perguntas que nos fazem sobre isto
Fazem programas de faturação certificados?
Não. A faturação certificada pela AT é um problema resolvido por programas portugueses que já cumprem SAFT, ATCUD e QR. Nós construímos o resto da operação à volta desse programa e ligamo-nos a ele, para que a sua equipa não escreva a mesma coisa duas vezes.
O sistema à medida liga-se ao meu programa de faturação?
Na maior parte dos casos sim, por ligação directa ou por ficheiros de importação e exportação. Diga-nos qual usa e na proposta fica escrito como se faz a ligação e o que ela cobre.
Posso mudar de programa de faturação mais tarde?
Pode. A ligação é só uma peça do sistema. Trocar o programa certificado obriga a refazer essa peça, e o resto fica como está.